30 de setembro de 2016

Mais uma série retrô: latas de Itubaína com brinquedos clássicos da Estrela

A marca Itubaína, na sequência das garrafas históricas/comemorativas da Brahma, lança quatro latas temáticas especiais ilustradas por brinquedos clássicos da Estrela. São eles: Autorama, Aquaplay, Banco Imobiliário e Genius, famosos entre os anos 70 e 90. As embalagens da Itubaína já são bem bacanas originalmente, embora talvez venham com muitas informações visuais. Essa ideia dos brinquedos é muito interessante - quem sabe apareçam outros brinquedos ícones, como Ferrorama, Boca Rica, Betoneira ( com os botões de controle em cima da cabine), Detetive, Combate, Cai Não Cai, Pega Varetas, Pula Pirata, etc.

29 de setembro de 2016

Biografia na íntegra de Lamartine Babo está disponível na rede

A biografia "Tra Lá Lá", escrita por Suetônio Soares Valença, um compêndio completíssimo de 872 páginas (!) sobre vida e obra do genial Lamartine Babo, está disponível na página da Funarte ( link abaixo). A edição presente está na 3ª edição (2014), devidamente revisada e ampliada, e traz praticamente tudo sobre um dos grandes compositores brasileiros em todos os tempos e o maior compositor de marchas carnavalescas da História da nossa música. E não só - Lamartine foi também radialista, boêmio, amigo de Noel, Nássara e tantos outros bambas, torcedor fanático do Ameriquinha, compositor dos hinos não oficiais dos times cariocas ( em 1949), versátil criador ( "Serra da Boa Esperança" é de sua lavra), piadista, irreverente até o fio do cabelo, trocadilhista, etc, etc. Lalá ( seu apelido - daí o título) foi único e certamente jogaram a sua forma fora. Uma obra fundamental para se entender a música brasileira nos tempos de Getúlio Vargas (o mesmo que proibiu irreverência e deboche nas marchinhas e acabou decretando a sua decadência) e reverenciar um de seus mais atuantes criadores.

(obs: a bela capa é assinada pelo explêndido Lan, que já completou 91 anos de idade aqui na Terra!)

http://www.funarte.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/Tra-la-l%C3%A1-vida-e-obra-de-Lamartine-Babo-Suet%C3%B4nio-Soares-Valen%C3%A7a.pdf

24 de setembro de 2016

Chico Anysio e os Quadrinhos ( mais um post no "Colecionadores de HQs")


O blog dos Colecionadores de HQs voltou a pegar no breu depois de um período morno em que seu administrador e capitão Renato Frigo estava as voltas com mil e outras atividades paralelas ( entre elas, o I Festival Limeirense de Quadrinhos, um grande sucesso). Nesse redivivo e revigorante sopro que acolheu a página, contribuí com novo post para a minha coluna fixa "Alma de Almanaque", desta vez sobre um tema que a muito eu vinha burilando. "Chico Anysio e os Quadrinhos" me fez pesquisar a fundo a relação do mestre do humor com a nona arte, mais uma entre tantas mídias que ele namorou durante sua vida. Referências, influências, parcerias, quadrinização de um de seus personagens, aparições em paródias de revistas de humor, etc. O genial humorista tinha gosto pelas histórias em quadrinhos, isto é certo, mas de certa maneira, parece que poucos editores se tocaram deste apreço, pois certamente a galeria de centenas de personagens criados pelo autor Chico Anysio poderia gerar um gibi em série com grandes chances de êxito nas bancas.
A coluna completa, aqui:

http://colecionadoresdehqs.com.br/chico-anysio-e-os-quadrinhos/

23 de setembro de 2016

"Believe It or Not" nº1 (Janeiro de 1979) - Bizarrices e surpresas anunciadas

Esta edição importada da Gold Key eu tenho há um bom tempo em minha coleção. É mais um produto derivado da famosa série "Acredite se Quiser" ( lá fora, Believe It or Not!). E muito mais que as histórias e os desenhos, que não chegam a impressionar, o que vale mesmo na edição são suas páginas comerciais, recheadas de bizarrices como os inacreditáveis bichinhos chamados aqui de Kikos Marinhos ( lá fora Sea Monkeys), que causaram verdadeira febre no início dos anos 80 ao serem vendidos em vários locais como Playcenter e supermercados e se mostrarem verdadeiras farsas - os monstrinhos de aquário anunciados a quatro ventos não passavam de uma espécie marinha minúscula sem graça e feia e muitos deles não chegavam a vingar. Outra página divertida e surreal é a do Thor vendendo bolinhos americanos tipo Ana Maria ( Twinkies Cakes). Completam a revista itens esquisitos como os "Snippys" - tesouras com personagens de desenhos animados de enfeite - e o "Flipit", mini- João Bobo de personagens variados (Frankenstein, Hulk, Pica-Pau, Homem Aranha, O Vira-Lata, entre outros), e outros brinquedos sortidos como soldadinhos da guerra civil americana e a eclética marca "Wham-O". Também selecionei um anúncio de bala e uma página inteira com Tom e Jerry, mas essas porque são bem bacanas! da primeira peça, de uma marca de bala daquelas que esticam ( Slim Jim), me surpreendi com a ilustração da dupla infantil que devora os snacks doces pois mesmo sem assinatura deu pra sacar que era de um grande mestre dos quadrinhos  ( quando bati o olho a primeira vez pensei na MAD acertadamente, mas na segunda olhada imaginei que fosse outro mestre, Will Eisner. Na terceira vez pedi ajuda para os amigos na internet e quase todos bateram o martelo de que a ilustração é do grande Jack Davis ). Já o Tom e Jerry é uma bela página inteira e só não chuto ser desenho do nosso Goot ( Gutemberg Monteiro, que desenhou-os por anos) pois está mais para a fase anterior da dupla.
Acreditem se Quiser!  rsrs











22 de setembro de 2016

Uma poesia...


ESPANTO

O ESPANTALHO SE ESPANTA:
-TANTA FARTURA À MINHA FRENTE!
MAS EM TODO O MUNDO A FOME
A INFAME FOME DE TANTA GENTE!
(Marcos Massolini - Março/2010)

20 de setembro de 2016

Baú do Seu João 17: Calendário de Bolso Émerson Fittipaldi/ Fórmula 1 - 1975



Mais uma relíquia encontrada no acervo do meu pai e desta vez é esse simpático e aerodinâmico calendário de bolso da Fórmula 1 referente à temporada de 1975. Além das corridas do período circuladas em destaque nos meses da folhinha, há uma linda reprodução ilustrada do carro de batalha do bi-campeão Émerson Fittipaldi ( 1972/1974). Nesse ano quem ganhou a corrida em Interlagos foi o brasileiro José Carlos Pace ( com Émerson em segundo), que morreria dois anos depois em um acidente de avião. Émerson estava no auge de sua carreira, mas logo largaria a escuderia de ponta McLaren para trilhar o caminho próprio de empresário/piloto com sua Copersucar. Um tempo de emoções na Fórmula 1 que não se vê faz tempo.

19 de setembro de 2016

Baú do Malu 65: Certificado de Curso "Basic" (1984)


Acabei de encontrar aqui nos meus guardados a prova de que os computadores existiam na Idade da Pedra Lascada: o certificado do curso "Introdução ao Uso do Computador - Linguagem Basic" feito por mim nos idos de 1984! Não lembro nada desse curso mas fico imaginando como era um desses "potentes", "práticos" e "compactos" computadores na época! rsrs

As animações inspiradoras do Music Matters!


Outro dia estava procurando Phil Lynnot/Thin Lizzy no Youtube e sem querer encontrei uma animação breve mas contagiante que pontuava alguns momentos únicos do compositor/músico/vocalista irlandês. Aí fui saber o que era esse tal de Music Matters e descobri se tratar de uma comunidade voltada para projetos ligados à música e  que entre outras coisas, produziu esses vídeos bacanas entre 2010 e 2013 com ícones/personalidades musicais escolhidas a dedo, entre eles The Jam, Kate Bush, Robert Johnson, Phil Lynott, Coronas, Beatles, Nina Simone, Nick Cave, entre outros. Algumas animações são bem simples, outras mais líricas, mas todas trazem a aura de comunhão e espírito musical que permeia o projeto.
Aqui, todos os filmes do projeto e um vídeo introdutório explicando o porquê da existência do Music Matters.

http://www.whymusicmatters.org/videos

16 de setembro de 2016

Domingos Montagner (1962-2016)

Divulgação/TV Globo
O Brasil, que anda tão dividido nesse momento político tumultuado, de repente se viu unido em um sentimento comum e doloroso: o luto. O protagonista da novela das 9, Domingos Montagner, morreu afogado em uma folga de gravação às vésperas do término do folhetim e deixou todo mundo perplexo, sem acreditar na tragédia. A morte do ator no rio que empresta o nome à novela Velho Chico trouxe também uma inevitável coincidência com a trama escrita por Benedito Ruy Barbosa - o personagem Santo, interpretado por Domingos, lutou por vários capítulos contra a morte depois de cair no rio ferido e ser salvo por uma tribo indígena local. No caso real infelizmente, a fatalidade foi rápida demais, com o agravante da atriz Camila Pitanga ter tentado segurar sem sucesso a mão de seu companheiro de cena. Os mais antigos se lembraram hoje de duas mortes anteriores de protagonistas durante uma novela: Sérgio Cardoso, que vivia o professor viúvo Luciano em "O Primeiro Amor" de 1972, faleceu quando faltava apenas 28 capítulos para o desfecho e acabou substituído por Leonardo Villar para que se pudesse terminar a trama. Já a morte de Jardel Filho aos 55 anos em 1983 abalou todo o elenco da novela "Sol de Verão" e tumultuou seu desfecho, pois o autor Manoel Carlos não consegui fechar a história depois do falecimento de seu protagonista. A própria "Velho Chico" já tinha passado por uma baixa em seu elenco com a morte repentina do ator Umberto Magnani Netto em abril - para que a presença de um religioso continuasse na trama, foi chamado às pressas o ator Carlos Vereza interpretando outro clérigo. Hoje, elenco, amigos, fãs, admiradores, família, colegas do circo - Domingos sempre foi do circo, bem antes de ser ator - choram perplexos sua trágica despedida. A se levar em conta, diante dos depoimentos de quem o conhecia, de seu caráter, sua generosidade e ímpeto de vida, certamente essa saída rápida de cena tem a ver com uma missão grandiosa em outro canto do Universo. Vá em paz, caro Domingos.

Amanhã, o Altas Horas do Serginho Groismann, vai passar cenas descontraídas do núcleo principal da novela para um quadro do programa, o que será a chance de se ver os últimos momentos do ator - e pelos trechos divulgados, demonstrando grande felicidade e humor.

15 de setembro de 2016

Biografia de Stan Lee no Brasil

Stan Lee deixa recado em vídeo para o Brasil sobre o lançamento de sua biografia ( "Incrível, Fantástico, Inacreditável", 192 páginas, R$59,90) pela Geektopia, selo da Novo Século, editora que ultimamente vem editando livros relacionados à nona arte e agora oficializa o tema dentro de seu escopo editorial. A capa é bem bacana. A biografia por sua vez é "visual" ou seja, em quadrinhos, produzida pela dupla Peter David e Colleen Doran, sob supervisão do tio Stan. Ou seja, é uma autobiografia na verdade, com fatos desde a infância do editor até suas recentes intervenções no cinema, passando logicamente pelo auge criador na Marvel nos anos 60/70, quando inovou os quadrinhos de heróis ao lado de artistas suprassumos como Jack Kirby, Joe Simon e John Buscema, entre outros. Autobiografia costuma limar os constrangimentos, fracassos e grandes polêmicas, mas a vida de Stan é uma grande aventura dinâmica e surpreendente, o que motiva curiosidade e prazer para quem acompanha os quadrinhos, mesmo que por ventura varra por baixo do tapete certas poeiras desagradáveis. Excelsior!

O vídeo: https://www.facebook.com/GeektopiaOficial/videos/336674830015828/?video_source=pages_finch_main_video 

E a capa:

13 de setembro de 2016

Caio Oliveira homenageia Alan Moore

Crédito: Caio Oliveira
Eu acompanho o trabalho do quadrinhista Caio Oliveira há uns bons anos lá no Facebook, e além de gostar muito do seu estilo de desenho, vira e mexe ele vem com uma tira surpreendente, que tanto pode esbofetear ( no sentido de acordar) como fazer levitar (no sentido de ficar mais leve). O autor/artista Caio não é de perder tempo fazendo coisa rasa, superficial, e isso eu sei desde que botei o olho pela primeira vez em um desenho seu. Pois logo depois que Alan Moore ( Watchmen, A Piada Mortal, etc) anunciou sua aposentadoria dos quadrinhos no começo do mês, o Caio veio com essa incrível homenagem ao mestre inglês (acima) em sua timeline no FB e assim que eu consegui descer ao chão de novo, fui correndo pedir sua autorização para postar essa maravilha aqui no blog. E para não perder a viagem, aproveito para falar mais do trabalho do Caio Oliveira, e dessa vez sem sua autorização. O cara está na batalha há um bom tempo: fez edição independente com o irmão Bernardo Aurélio ( "Foices e Facões" de 2009), teve ótima repercussão com seu projeto "Panza" no Catarse em 2015 ( em uma história que continua a saga de Dom Quixote), é o criador das tirinhas "Os Tímidos" e já colaborou para várias revistas, como a Mad brasileira e a revista inglesa "No More Heroes". É lá em Teresina/PI, onde mora, que mantém sua produção artística em constante movimento, além de sua habitual parceria com o irmão, seja em projetos, seja na loja de quadrinhos "Quinta Capa" ou na Feira HQ, criada há mais de 10 anos por Bernardo e considerada o mais importante evento de quadrinhos do estado. Para conhecer mais sua arte ou entrar em contato, procure sua página no Facebook ou entre em http://caiooliveira.deviantart.com/.